Nossas redes sociais

Política

O que é Inflação?

Este artigo, da economista Ingrid Barth, explica de forma simplificada o que é a tal da inflação

Publicado

em

Marcos Santos/USP Imagens

O QUE É INFLAÇÃO E PARA QUE SERVEM AS METAS DE INFLAÇÃO

 Grande parte das pessoas pensa, de maneira equivocada, que a inflação é apenas o aumento dos preços dos produtos e serviços de uma economia. Na verdade, o aumento de preços pode ser uma das consequências da inflação, mas não a única e não está necessariamente vinculado com ela.O aumento de preços, de maneira isolada, pode ser decorrência de uma série de fatores, entre eles um problema específico do setor/ produto em questão. Por exemplo quando a safra de um produto agrícola é prejudicada por seca, alguma praga, ou até mesmo excesso de chuvas, afetando assim a quantidade do produto ofertado no mercado e consequentemente afetando seu preço.

tripé macroeconômico

O aumento pode ser também decorrente do excesso de procura ao bem ou serviço, fazendo com que a oferta fique sobrecarregada e então seu preço suba. Por exemplo: quando o tempo está muito quente, aumenta o consumo de gelo; sem aumento da sua produção, o preço aumenta. Numa economia de mercado, como é classificada nossa economia hoje, os preços estão em constante mudança devido às leis de oferta e demanda, por isso não podemos utilizar apenas aumento ou diminuição de preços para medir os índices de inflação.

A inflação, na verdade, tem mais relação com a quantidade de dinheiro que está circulando em uma economia, com o aumento anormal e descontrolado do acesso ao crédito ou crescimento desordenado dos meios de pagamento.

AFINAL, O QUE É INFLAÇÃO?

Existem diversos tipos de inflação, mas de maneira bem resumida é quando há muito dinheiro circulando na economia e seu valor começa a se deteriorar, fazendo com que a mesma quantidade de dinheiro compre cada vez menos mercadorias. A inflação também agrava alguns problemas sociais, como a distribuição de renda, uma vez que os trabalhadores em geral não têm seu salário aumentado na mesma velocidade que o aumento dos preços, fazendo com que seu poder de compra diminua.

Outra consequência negativa é a deterioração dos preços das exportações brasileiras, visto que as nossas mercadorias ficam mais caras que as de outros países. Existem também alguns contratos, de aluguel por exemplo, que são reajustados de acordo com os índices de inflação, ficando mais caros à medida que a inflação sobe. A população, seu poder de compra e consequentemente seu bem-estar são diretamente afetados quando os índices de inflação estão muito altos ou estão crescendo demais. Por isso, é muito importante para a saúde econômica do país que o governo controle a inflação para que isso não resulte em uma crise econômica.

MAS POR QUE HÁ O AUMENTO DO DINHEIRO NA ECONOMIA?

Isso pode acontecer basicamente de duas formas: o governo (representado pelo Banco Central) pode emitir mais papel moeda para cumprir suas obrigações financeiras, ou facilitar o acesso ao crédito e financiamentos para a população em geral e empresas através de empréstimos nos bancos comerciais e instituições financeiras, que possuem permissão para multiplicar a base monetária que circula na economia. Os bancos, de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo governo, conseguem “criar dinheiro” de maneira virtual, fazendo com que mais dinheiro circule. Quando mais dinheiro circulando, mais ele perde seu poder de compra, sendo necessário cada vez mais dinheiro para comprar o mesmo bem ou serviço.

o-livro-urgente-da-politica-banner

O QUE É O REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO BRASILEIRO?

O Brasil tem um histórico traumático com relação a inflação, que já bateu 764% entre os anos de 1990 e 1994. Por isso desde o ano de 1999 foi criado o regime de metas de inflação, que tem por objetivo estabelecer um limite máximo para a inflação medida no ano, chamado de teto da meta inflacionária.

Quem determina a meta é o Conselho Monetário Nacional e hoje o limite está em 6,5%, sendo assim o Banco Central deve sempre orientar sua oferta de moeda e controlar o acesso ao crédito em acordância com a meta. O Brasil fechou o ano de 2014 com a inflação em 6,41%, ou seja, dentro da meta estabelecida.

PRINCIPAIS ÍNDICES DE INFLAÇÃO:

Para medir a inflação e checar se o país está dentro da meta de inflação, existem alguns índices de preços, que hoje são medidos por instituições como a Fundação Getúlio Vargas e como a Universidade de São Paulo. Seguem abaixo os principais índices utilizados hoje:

IPA – Índice de preços no atacado;

INPC – Índice nacional de preços ao consumidor;

IPCA – Índice de preços ao consumidor amplo;

INCC – Índice nacional do custo da construção;

CUB – Custo unitário básico;

IPC – Índice de preços ao consumidor.

Por Ingrid Barth, economista e quase engenheira civil, com especialização em finanças nos EUA e MBA em gestão de empresas na FIA-USP. Trabalha no mercado financeiro há 11 anos, mas o que fala mais alto é a vontade de ajudar a despertar a participação e conscientização política na sociedade, e com isso aprender cada vez mais.

Política

Doria desiste de usar ‘ração humana’ na merenda de escolas municipais

Depois da polêmica, prefeito de SP reconsidera o uso da ‘farinata’ na alimentação de crianças das escolas municipais

Publicado

em

A gestão João Doria (PSDB) desistiu nesta quinta-feira, 19, de usar a “farinata” – composto produzido a partir de alimentos próximos ao vencimento ou, como ficou conhecida, a ração humana – na merenda de escolas municipais de São Paulo. O recuo ocorreu um dia após o prefeito anunciar a ideia, que foi alvo de críticas e não tinha passado por avaliação da Secretaria Municipal de Educação.

Em nota enviada à noite, a Prefeitura não garantiu nem o uso do produto para a população carente, como havia sido inicialmente proposto na semana passada. Disse que a “eventual” distribuição da “farinata” “será de atribuição, principalmente, dos serviços municipais de assistência social” e usada na produção de pães, bolos e sopas.

Continue a ler

Política

Decreto de Temer muda regras de doação de órgãos

Parentes decidirão sobre doação de órgãos, segundo decreto presidencial

Publicado

em

O presidente Michel Temer assinou ontem decreto que retira a doação presumida de órgãos e confere mais poder a parentes próximos na autorização da doação de órgãos. Na doação presumida, a pessoa que não quisesse doar seus órgãos, necessitava registrar a expressão “não doador de órgãos e tecidos” em documentos como o RG ou carteira de habilitação.

Assim, todo brasileiro que não registrasse sua vontade, em vida, era presumidamente um potencial doador. Apesar disso, ainda continuava obrigatória a consulta familiar para autorização de transplantes de “doadores presumidos”.

De acordo com o Palácio do Planalto, este termo já tinha sido alterado pela Lei 10.211/2001, que definiu pelo consentimento familiar. No entanto, o decreto antigo ainda citava o consentimento presumido e precisava ser atualizado com as legislações posteriores.

Por Carla Araújo e Felipe Frazão
Continue a ler

Política

Doria defende Ração Humana: ‘É preciso tirar aspecto ideológico’

Prefeito de São Paulo criticou o Fome Zero do governo Lula, em visita a Goiás

Publicado

em

O prefeito de São Paulo, João Doria, criticou nesta quinta-feira, 19, os partidos de oposição que têm se manifestado contrariamente ao Programa de Alimentação Solidária, lançado pela prefeitura. O programa prevê a distribuição de um composto, chamado “farinata”, feito com base em alimentos que não seriam comercializados, para a população carente da capital paulista. “Vamos tirar um pouco desse aspecto ideológico que este tema acabou tendo na cidade de São Paulo, com manifestações do PSOL, do PT, dos partidos de esquerda”, afirmou o prefeito, após reunião com o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em visita à capital goiana.

Doria aproveitou para criticar o governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo ele, desejou fazer o Fome Zero durante dois anos e “nada fez”. “Consumiu milhões de reais e não implantou o Fome Zero. Nós estamos criando um programa, na verdade, adotando um programa, eu repito, que é bom, que é positivo e vamos fazê-lo gradualmente, sem pressa, sem afobação, e principalmente sem viés ideológico”, afirmou o prefeito.

O prefeito de São Paulo enfatizou não ter pressa na implantação do programa. “Não temos que ter pressa, temos que ter eficiência E volto a dizer as palavras do cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, ‘fome não tem partido’, fome não pode ser tratada com questões ideológicas e partidárias”.

Doria explicou que o programa de alimentação solidária foi desenvolvido por uma ONG, apresentado à Cúria Metropolitana de São Paulo, que ofereceu à prefeitura essa alternativa. “A prioridade em São Paulo é a população desfavorecida, as populações em situação de rua e aqueles que precisam de alimentação adequada. E onde puder haver alguma complementação, isso será feito”, disse.

Por Renan Truffi
Continue a ler
Advertisement
Advertisement
Advertisement
Ajude a defender os corais da Amazônia. Assine a petição
Advertisement

Trending